Reabrindo as portas do fantástico – Vapor a todo vapor!

25 de Agosto de 2010 - por Carol

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Steampunk, steampunk… Google, Wikipédia… Googies, vitoriano, gótico, retrofuturista, engrenagens, vapor, tons ocre. Cartolas, suspensórios, casacas, corsets, sombrinhas, bengalas.

É possível assimilar tudo isso de uma só vez?

Ainda acho que esta não é a questão. A questão é que você vai querer assimilar tudo isso, tudo junto, várias vezes.

Cada vez que penso no conceito Steampunk, uma coisa diferente vem à tona. E cada vez sob um novo ângulo.

Adepta do estilo gótico, com uma queda abismal para as ciências ocultas e com formação técnica, um dia me deparei com o Punk a Vapor. Confesso que a-do-rei a tirada de ‘retrofuturista’. Simplesmente fantástica esta palavra. Lembra alguma coisa modernamente clássica, ou algo assim. Contraditoriamente simpático. Além do quê, sempre tive a impressão de ter nascido na época errada.

Então tudo começa a se encaixar. Livros, filmes, imagens. Tudo é ao mesmo novo e levemente familiar. Afinal, quem nunca leu Frankenstein? A volta ao mundo em 80 dias? Ainda acho que gosto mais do Dr. Frank, essa parte de eletricidade me chama mais atenção. Desenhar engrenagens nunca foi meu forte.

Pensando mais além – quais serão os limites? Haverão limites? Esse paradoxo de futuro do pretérito mexe com a gente, afinal, quem não gostaria que tudo fosse diferente?

Disposta a sanar estas e múitas outras dúvidas, Carol é estudante de engenharia e acaba de subir na macchina a vapore da Loja Rio Grande do Sul para fazer bagunça, alimentar a caldeira e ajudar a disseminar a cultura Steampunk sob todos os seus aspectos. Devoradora de livros antigos, sanguessuga de aspectos culturais e um dia desses, ainda vai escrever um livro. =P

Busca Steampunk

2 de Dezembro de 2009 - por Ju Oliveira

“Para os entusiastas do mundo Steampunk que conheçem o site do Conselho Steampunk e os seus filhos, como a Loja São Paulo e Loja Rio de Janeiro, vocês devem ter percebido que esses sites são BEM recheados de informações e muitas vezes acabamos mergulhando tão fundo que acabamos sempre encontrando mais informações do que esperávamos. Nessas ocasiões estamos tão entretidos com a exploração que acabamos lembrando do conteúdo, mas não do link. (…)”

http://osparadoxos.blogspot.com/2009/11/busca-steampunk.html

Agnes De La Mancha no Steampunk RS

21 de Outubro de 2009 - por Ju Oliveira

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Steampunk na IstoÉ

31 de Agosto de 2009 - por Ju Oliveira

Os Punks da era vitoriana
O que é o movimento steampunk, formado por jovens que cultuam a moda e os hábitos do século XIX

Matéria da revista IstoÉ, por Renata Cabral


BRASILEIROS Jovens vestidos a caráter no Memorial do Imigrante, em São Paulo: futurismo retrô

Quando estão entre si, eles chamam carro de carruagem sem cavalo e televisão de teletroscópio - como o fariam os antepassados de seus avós. São os jovens seguidores dos steampunk, uma tribo contemporânea que cultua o século XIX. Não é nada fácil conceituá-los. Steampunks, movimento que começou nos Estados Unidos e tem a literatura como berço, é um estilo de vida.

A tradução livre é punks a vapor - steam, ou vapor, é um dos símbolos da revolução industrial que aconteceu a partir do século XVIII. E punk é herança do movimento literário cyberpunk, que prega um futurismo apocalíptico e underground, embora pouco lembre os ideais românticos de seus sucessores.

A intenção é referir-se a um passado remoto, quando as máquinas a vapor eram a sensação do mundo. E a inspiração são os livros de pioneiros do gênero: os americanos Tim Powers, Kevin Wayne Jeter e James Blaylock. A obra considerada clássica é “The Difference Engine” (A máquina diferencial), de 1990, escrita por Bruce Sterling (autor do gênero cyberpunk) e William Gibson. Foi a partir de 2006 que jovens começaram a transpor costumes, modas e ambientes para o dia a dia.

Adoram, por exemplo, praticar virtudes antigas, como o cavalheirismo, o respeito, a moderação, e de usar roupas e acessórios de época nas festas que promovem. O movimento já chegou ao Brasil. Um dos criadores do Conselho Steampunk Brasileiro, o analista de sistemas Bruno Accioly, 38 anos, do Rio de Janeiro, diz que hoje eles são cerca de 400 integrantes e estão distribuídos entre Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em cada Estado, há núcleos chamados de loja - mesma denominação dos maçons. “Como muitos amantes do gênero, o tema me encantava mesmo antes de ganhar um formato”, conta Accioly, fã do escritor Júlio Verne e de suas criações extraordinárias. Esse é o tipo de literatura que eles cultuam: a que fala de um futurismo retrô.

No dia a dia, apenas alguns seguidores se paramentam como lordes. “A roupa funciona para criar um clima nos eventos”, explica o especialista em tecnologia da informação Raul Cândido Ruiz, 23 anos, de São Paulo. Na estética steampunk, espartilho é quase item obrigatório no guarda-roupa das mulheres. “Misturo essa peça com uma saia longa e acessórios de época, e improviso”, afirma a estudante de música Joanna Oliveira, 22 anos, que está à frente da loja do Rio Grande do Sul.

Mas atenção: reviver o passado não significa estar desconectado do presente. O grupo usa a internet para organizar os encontros - sempre em locais cercados de máquinas -, compartilhar dados históricos e até produção literária. “Damos um novo significado àquela época, seja com uma visão nostálgica, seja mais crítica”, destaca Accioly. “Pensar a relação entre homem e máquina e o abuso de recursos naturais ainda faz sentido hoje.”

Carro a vapor é o carro mais veloz do mundo

27 de Agosto de 2009 - por Ju Oliveira

Fonte: Notícias UOL

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Steampunk & Criatividade

21 de Agosto de 2009 - por Ju Oliveira

O universo Steampunk dá suporte a diversas tendências, nunca caindo no buraco sem fundo da entropia. Exemplos disso são os artistas que, de pedaços de materiais teoricamente sem utilidade, criam os mais incríveis acessórios.
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Memorial do Imigrante

23 de Julho de 2009 - por Ju Oliveira

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Wired Blog - o Conselho Steampunk ultrapassando limites

21 de Julho de 2009 - por Ju Oliveira

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Mas o que é esse tal Steampunk?

16 de Julho de 2009 - por Ju Oliveira

“Steampunk” é um sub-gênero da ficção científica e da fantasia de caráter retrô-futurista, ou seja, ambientado num passado futurístico que não aconteceu. Um passado onde a tecnologia mecânica e a vapor teria se desenvolvido de modo assombroso, criando assim uma realidade alternativa. Esse passado da nossa História, onde se baseia a maior parte dos cenários de steampunk, é a Era Vitoriana.

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O termo “steampunk” foi cunhado a partir do livro “The Difference Engine”, de William Gibson e Bruce Sterling. Para quem não sabe, William Gibson é considerado o pai de outro sub-gênero da ficção-científica, o cyberpunk. Da analogia de que a tecnologia do microchip estaria para o cyberpunk assim como a tecnologia a vapor estaria para a Era Vitoriana, surgiu o termo “steampunk” (steam = vapor).

A verdadeira Era Vitoriana

Palco da maior parte dos cenários steampunks, a Era Vitoriana marca o apogeu do Império Britânico, um império que se espalhava por todas as partes do mundo ou, como se dizia “o sol nunca se põe no Império Britânico”. O mundo vivia sob a égide da “Pax Britanica”, a versão “chá das cinco” do final do século XIX da “Pax Romana” do Imperador Otávio Augusto. A Rainha Vitória era a versão inglesa e de saias do grande imperador romano, a grande mãe de todos os ingleses.

Se por um lado a era do reinado da Rainha Vitória foi caracterizada por um extremo conservadorismo cultural e social, por outro foi a época de uma série de invenções e avanços que mudaram o mundo como a luz elétrica, o telégrafo, o telefone, o fonógrafo e a refrigeração, entre outros. Todas essas invenções eram parte de um processo maior: a segunda etapa da Revolução Industrial. O mundo mudou, literalmente, a todo vapor.

Mas, toda essa mudança tecnológica, não necessariamente foi boa, ou melhor, não necessariamente foi para todos: a industrialização gerou uma massa de trabalhadores desempregados que tiveram suas funções substituídas por máquinas. A política imperialista e colonialista das grandes potências européias procurou absorver esse contingente excedente criado pela substituição na indústria do homem pela máquina, através do exército, que era um instrumento de intervenção política ao redor do mundo. Outros buscaram como saída a migração para a América.

Os que não foram absorvidos pelos exércitos ou migraram para o Novo Mundo, acabaram participando de movimentos sociais como o da quebra das máquinas, o por condições mais humanas de trabalho (a exploração do trabalho humano não era muito melhor do que a escravidão) e o sufrágio universal, nessa época um direito ainda a ser conquistado pelas camadas populares, mas apenas pelos homens.
Ou seja, a Era Vitoriana não foi exatamente a era luminosa e bela que muitos pensam ter sido.

O Steampunk

A idéia geral do steampunk é a de passado alternativo ao nosso, onde a tecnologia mecânica a vapor teria possibilitado a criação de máquinas que na verdade nunca existiram e nem poderiam ter existido. “Engenhocas” análogas a que temos hoje em dia com o nosso nível tecnológico como tanques de guerra, submarinos, máquinas de guerra voadoras, robôs, etc. e as mudanças na sociedade causadas pelo impacto desses assombrosos engenhos.

Em conjunto com isso, há outros aspectos que fazem parte do arco que engloba o gênero steampunk, como o horror gótico do final do século XIX, a fantasia e mesmo a literatura aventuresca que serviu como base das novelas de “pulp fiction” das primeiras décadas do século XX.

Os Clássicos

Júlio Verne e H.G. Wells não são apenas os exemplos clássicos da literatura steampunk: eles são os pais de toda Ficção Científica. Uma vez que eles viveram e escreveram suas obras durante a era Vitoriana, a ficção científica dos dois grandes mestres se baseava na ciência e tecnologia de seu tempo, ou seja, steampunk. Na época, os livros de Verne e Wells foram chamados de “romance científico”.

De Júlio Verne temos, entre outros, “20.000 Léguas Submarinas”, “Robur, O Conquistador”, “Da Terra à Lua”, “Viagem ao Centro da Terra”, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, “Cinco Semanas Num Balão”, “Senhor do Mundo” e “A Ilha Misteriosa”.

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Mais sombrio que Verne, H.G. Wells (Herbert George) escreveu “A Máquina do Tempo”, “Os Primeiros Homens na Lua”, “A Guerra dos Mundos”, “O Homem Invisível” e “A Ilha do Dr. Moreau”.

O horror gótico do steampunk está presente em clássicos como “Frankenstein” de Mary Shelly, “Drácula” de Bram Stoker, “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde” de Robert Louis Stevenson e os contos de Edgar Allan Poe.

A literatura aventuresca mostra exploradores britânicos (o arquétipo europeu do século XIX do “Grande Caçador Branco”) indo a lugares estranhos e exóticos nos confins do mundo em busca de fama, fortuna e aventura. Esse tipo de literatura acabou servindo de certa forma para justificar a política imperialista e colonialista das potências européias. Temos como expoentes dela toda a obra de Edgar Rice Burroughs (principalmente a série de livros do personagem Tarzan) e de Sir Henry Rider Haggard (principalmente a série de livros do personagem Allan Quatermain); Sir Arthur Conan Doyle e o seu “O Mundo Perdido” e Rudyard Kipling com “Kim”, “O Homem que queria ser rei” e o “Livro da Selva”.

Os novos Steampunks

Atualmente encontramos o gênero steampunk em várias mídias. Além da ficção científica e do horror, o steampunk também se associa à fantasia como é o caso do anime “Escaflowne” e de alguns jogos de videogame da série “Final Fantasy”. Falando em animes, também são steampunks alguns dos episódios de “Robot Carnival” e, naturalmente, uma das obras-primas de Hayao Miyazaki, “Laputa: Castle in the Sky”.

Existem vários bons livros contemporâneos do gênero steampunk, a maioria ainda não disponível em português, como os três romances da “The Steampunk Trilogy” de Paul DiFilippo. Já traduzidos temos os primeiros livros da fantástica série “Dinotopia” de James Gurney.

Nas HQs, “As aventuras da Liga Extraordinária” é uma leitura obrigatória. O mestre Alan Moore nos maravilha utilizando toda a galeria dos personagens clássicos da literatura vitoriana/steampunk.

No cinema “As Loucas Aventuras de James West” com Will Smith não fez jus à memorável série da televisão “James West”. Mais à altura dela esteve a série “As Aventuras de Brisco County Jr.”, com Bruce Campbell que passou por aqui no canal Warner.

No RPG

31O primeiro RPG steampunk foi o “Space: 1889? de Frank Chadwick (uma clara citação à série de televisão inglesa “Espaço: 1999?), editado originalmente pela GDW em 1988 e atualmente pela Heliograph. No cenário desse RPG, Thomas Edison desenvolveu um sistema de propulsão que permite viajar aos outros planetas do Sistema Solar e assim o Império Britânico instala colônias em Vênus, em Marte e em Luna (Lua). Contudo, nem todos os Príncipes Marcianos toleram a presença dos britânicos em seu planeta… “Space: 1889? é uma paródia ao Colonialismo britânico do século XIX.

Da mesma atual editora do “Space 1889?, temos o “Forgotten Futures: The Scientific Romance Role Playing Game” de Marcus L. Rowland, lançado em 1999. Ele é voltado para criação de aventuras em vários cenários clássicos do steampunk da era Vitoriana, tendo regras que cobrem desde máquinas fantasiosas, passando por espiritualismo até dinossauros.

Ganhador do mais importante prêmio do RPG americano, o “Origins Award” de 2000, como melhor suplemento de RPG, o GURPS Steampunk - assim como os melhores suplementos da Steve Jackson Games - é um livro precioso para os amantes do gênero, mesmo para aqueles que não gostam do sistema GURPS. Escrito por William H. Stoddard, o GURPS Steampunk cobre tanto a parte histórica real, quanto a parte ficcional, ou seja, tudo. E quando digo “tudo” entenda como tudo mesmo: o GURPS Steampunk possui toda informação relacionada ao gênero.

Na onda do Sistema D20, a Privateer Press lançou o cenário “The Iron Kingdoms”. Criado por Brian Snoddy e Matt Staroscik, é um cenário de fantasia clássico, mas onde máquinas a vapor e pólvora são tão comuns quanto espadas e magia. “The Iron Kingdoms” está sendo aclamada como uma das melhores ambientações lançadas para o sistema D20/D&D.

Por aqui foi lançado o “Fantapunk” de Marcos Archanjo, para o sistema d20. Precedido pelo romance “O Clube das Sombras”, saiba mais sobre o Fantapunk aqui mesmo na Rede RPG e baixe a aventura “Fogo Ligeiro”.

Por outro lado a Devir nos brindou com o melhor RPG de steampunk e um dos melhores RPG de todos os tempos: Castelo Falkenstein.

Criado por Mike Pondsmith e editado originalmente pela R. Talsorian, Castelo Falkenstein é narrado por Tom Olan, um designer de jogos de computadores do nosso mundo que é magicamente raptado para um mundo paralelo ao nosso. Um mundo que está vivendo uma Era Vitoriana bem diferente do que foi a nossa, pois lá existe magia, uma tecnologia a vapor assombrosa, fadas, dragões e os mais famosos personagens da ficção são pessoas reais (Capitão Nemo, O Homem Invisível, Dr. Frankenstein, Robur, etc…). É a Nova Europa da Idade do Vapor.

Além da soberba qualidade em todos os aspectos - mantida também na versão brasileira feita pela Devir - Castelo Falkenstein é um RPG inovador, tanto no cenário, quanto no sistema que usa cartas comuns de baralho ao invés de dados para a resolução das ações.

Alternativamente, você pode usar o sistema de Falkenstein para jogar em qualquer variante de cenário steampunk, apesar de considerarmos excepcional o cenário da Nova Europa. O sistema dele é perfeito mesmo para jogos mais realistas, ambientados na Era Vitoriana histórica. Que tal um jogo baseado na HQ “Do Inferno” de Alan Moore?

Da mesma forma como a Loja Steampunk do Rio Grande do Sul procura divulgar o conhecimento deste grandioso gênero, existem outras Lojas pelo Brasil – e pelo mundo - que se engajam no mesmo propósito: divulgar e promover.

Dentre elas, as que fazem parte do Conselho Steampunk (Movimento brasileiro em prol do Steampunk) são as de São Paulo - http://sp.steampunk.com.br/ e Rio de Janeiro - http://rj.steampunk.com.br//

O Site do Conselho Steampunk é www.steampunk.com.br

Fazendo um trocadilho, você tem todas as cartas à mão. Portanto acenda a caldeira e embarque para os mundos fantásticos do gênero steampunk: Vá a todo o vapor!

(adaptado de REDERPG)

Inaugurada a Loja Rio Grande do Sul

10 de Março de 2009 - por Bruno Accioly

O Conselho SteamPunk tem o prazer de anunciar a inauguração da Loja Rio Grande do Sul, cujo site está ainda em construção e deve estar operante em breve!

Continue visitando para saber das novidades.

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